Primeiro desafio: O médico.

Vamos lá, você quer ter um filho, a futura mãe também, e aí vem a primeira questão. A escolha do médico.

Tal decisão é muitas vezes deixada a cargo exclusívo da mãe. Isso quando o guia do plano de saúde não é o grande guru da escolha. Mas, no meu caso, eu acho fundamental acompanharmos umas consultas, afinal, gineco/obstetra é a pessoa que conhece a intimidade da mulher tão ou mais que você! (pelo menos do ponto de vista fisiológico :P), e também vai ajudar a preparar o terreno pro filhão, bem como acompanhar a gravidez do casal.

Assim, fui eu lá na gineco da esposa depois de fazer um breve dever de casa, qual seja, informar-me do que é considerado um bom obstetra e, de cara, não me identifiquei. Não que ela fosse uma má ginecologista, ou seja, profissional que atua na área da saúde reprodutiva, mas sim que fosse uma obstetra com um perfil que, para mim, não era adequado ao futuro nascimento do bebê.

E o motivo? Parto natural era algo que ela não faria. Mãe de três filhos, a imprevisibilidade inerente a este tipo de parto era um problema para a profissional. Ao menos jogou aberto, o que foi bem  honesto. Mas, enfim, sou da tese que quem precisa descartar possibilidades é a mãe (e viva a conversa aberta junto ao pai) ou mesmo o decurso da gravidez, já que existem hipóteses que recomendam a famosa cesariana.

Assim, fomos a busca de um novo profissional. Tive a brilhante idéia de perguntar para os amigos e, junto a minha esposa, descobrimos um médico ótimo, tranquilo que só, e que nos deixa confortável o suficiente mesmo quando, na véspera de um feriado ligamos preocupados com uma pequena intercorrência (que se descobriu depois não ser nada fora do previsto para a grávida).

Primeira pergunta que fiz ao conhecê-lo: O senhor realiza parto normal? Resposta: Sim, realizo. Só tem uma coisa, eu cobro do paciente meus partos, já que o pagamento dos planos de saúde é irrisório para a realização do procedimento. Tendo-se em vista que o trabalho de parto pode levar várias horas, essa é a última preocupação. Quanto as consultas, essas são todas pagas pelo plano \o/.

Segue uma matéria para reflexão sobre parto normal / cesária, em que destaco o seguinte:

“Se a mulher não vai atrás de informação, ela dá ouvidos aos relatos de amigas e parentes. Muitas dessas mulheres fizeram cesáreas por razões que consideram justificáveis, mas que não são”, afirma Kuhn. “A mãe também pensa que o médico estudou muito para se formar e que não tem autoridade para questioná-lo. Mas é importante que ela saiba as indicações reais e seus direitos para ser a protagonista de seu parto, em vez de delegar isso ao obstetra.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/04/140411_cesareas_indicacoes_rb.shtml

Lembrando que eu defendo uma decisão conjunta do casal  e não apenas da mãe. Mas, neste caso, a opinião da mulher vale por 2 né? Afinal, ela que entra no trabalho de parto! 😉

Minha dica é: Informem-se! Não deixem suas mulheres serem vítimas de violência naquele momento sublime que é o nascimento do filhão! E muito cuidado com a desinformação que segue o assunto!

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3 respostas em “Primeiro desafio: O médico.

  1. Foi uma iniciativa da qual não me arrependo. O obstetra que nos acompanha hoje é mesmo um profissional nota 1000!! Sentir-se segura(o) com o obstetra é mesmo primordial!

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